Epilepsia e crises
Epilepsia e crises convulsivas — neurologista em Balneário Camboriú
Uma crise convulsiva, um episódio de desligamento com olhar parado, movimentos repetitivos involuntários ou uma sensação estranha recorrente e estereotipada precisam de avaliação neurológica. Nem toda crise é epilepsia, e nem toda epilepsia se apresenta com convulsão.
Sinais e sintomas
Situações que indicam avaliação
- Episódio de perda de consciência com movimentos involuntários
- Momentos de 'ausência', olhar fixo, sem resposta, por segundos
- Movimentos repetitivos de uma parte do corpo, sem controle
- Sensações súbitas, sempre iguais: cheiro estranho, déjà vu intenso, medo sem motivo
- Despertar com mordedura de língua, dor muscular ou confusão sem explicação
Procure urgência se
- Uma crise durar mais de 5 minutos, ou vierem crises seguidas sem recuperação entre elas
- For a primeira crise da vida
- Houver dificuldade para respirar, febre alta ou traumatismo associado
Como é a investigação
O que a avaliação inclui.
- 01
História detalhada do evento
O relato de quem presenciou é decisivo. O que aconteceu antes, durante e depois orienta o diagnóstico.
- 02
Eletroencefalograma (EEG)
Registro da atividade elétrica cerebral, às vezes em vigília e sono ou com privação de sono.
- 03
Ressonância de crânio
Busca por alterações estruturais que possam ser a origem das crises.
- 04
Exames laboratoriais
Descartam causas metabólicas e ajudam no planejamento do tratamento.
Tratamento
Como é o tratamento
A maioria das pessoas com epilepsia fica livre de crises com a medicação adequada. A escolha do medicamento leva em conta o tipo de crise, a idade, outras doenças, planos de gravidez e efeitos colaterais.
Quando as crises não se controlam com dois medicamentos bem indicados, existe a epilepsia de difícil controle, que pode se beneficiar de avaliação para cirurgia ou outras terapias — e nesse ponto a experiência neurocirúrgica soma na condução do caso.
Sono regular, uso correto da medicação e controle do álcool são parte central do tratamento. O acompanhamento é contínuo, com ajustes ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes sobre epilepsia.
Toda convulsão significa epilepsia?
Não. Uma crise única pode acontecer por febre, distúrbio metabólico, privação de sono ou abstinência. Epilepsia é a tendência a ter crises repetidas, e o diagnóstico é feito com história, EEG e imagem.
Quem tem epilepsia pode dirigir e trabalhar normalmente?
Depende do controle das crises. Com as crises controladas por um período definido, muitas atividades são liberadas. Isso é avaliado caso a caso e conforme a legislação.
O tratamento é para a vida toda?
Nem sempre. Em parte dos casos, após anos sem crises, é possível discutir a retirada gradual da medicação. Em outros, o tratamento é mantido a longo prazo.
Referências
Conteúdo baseado em diretrizes e revisões científicas. As referências abaixo têm finalidade informativa e não substituem a avaliação médica.
- Fisher RS, Acevedo C, Arzimanoglou A, et al. ILAE official report: a practical clinical definition of epilepsy. Epilepsia. 2014;55(4):475-482. PubMed · DOI
- Fisher RS, Cross JH, French JA, et al. Operational classification of seizure types by the International League Against Epilepsy. Epilepsia. 2017;58(4):522-530. PubMed · DOI
- Krumholz A, Wiebe S, Gronseth GS, et al. Evidence-based guideline: management of an unprovoked first seizure in adults. Neurology. 2015;84(16):1705-1713. PubMed · DOI
- Kwan P, Arzimanoglou A, Berg AT, et al. Definition of drug resistant epilepsy: consensus proposal by the ad hoc Task Force of the ILAE Commission on Therapeutic Strategies. Epilepsia. 2010;51(6):1069-1077. PubMed · DOI